Estudo da OMS mostra impacto da telemedicina em pessoas com demência

Douglas baltazar • 13 de novembro de 2025

Em alguns casos, monitorização ajudou a reduzir quedas em casa

A telemedicina e a telessaúde podem transformar os cuidados de pessoas que vivem com demência e apoiar seus cuidadores. É o que aponta um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde.

A pesquisa foi conduzida pela OMS Europa, em parceria com universidades internacionais. 
Os resultados indicam que o uso de ferramentas digitais pode reduzir sintomas de depressão e ansiedade, fortalecer a saúde mental e cognitiva e aliviar o estresse dos cuidadores. 

Em alguns casos, t
ecnologias de monitorização remota ajudaram a diminuir em até 63% as quedas dentro de casa e a melhorar o controle de sintomas comportamentais.

A análise também demonstra que a tecnologia pode ajudar a preencher falhas que podem ocorrer nos cuidados tradicionais, geralmente feitos por meio de consultas presenciais.

Segundo a pesquisa, entre as dificuldades estão o acesso limitado a serviços, especialmente em regiões afastadas. 

O relatório alerta, no entanto, para alguns desafios no uso das ferramentas digitais, como o cansaço e a frustração relatados por usuários idosos, que geralmente têm menos familiaridade com a tecnologia.

A demência, cuja forma mais comum é a doença de Alzheimer, responsável por até 70% dos casos, é hoje a sétima principal causa de morte no mundo e uma das principais causas de incapacidade entre idosos.

A análise incluiu quase 100 revisões científicas e 3 mil estudos.

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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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