Programa de Alimentação do Trabalhador pode gerar economia de R$ 8 bi

Douglas baltazar • 13 de novembro de 2025

Esta economia será anual de acordo com o Ministério da Fazenda


As novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador, que regulamenta o sistema de pagamento do vale-alimentação e do vale-refeição, têm o potencial de gerar uma economia de cerca de R$ 8 bilhões por ano.

A estimativa, da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, foi divulgada nesta quarta-feira, um dia após o presidente Lula assinar o decreto que moderniza o programa.

O montante representa um ganho médio de R$ 225 por trabalhador ao ano, tendo por base o número de usuários do benefício, o volume de recursos movimentado e a economia decorrente de medidas como a redução de tarifas.

As mudanças alcançam principalmente os comerciantes, ao criar um teto 3,6% para a taxa cobrada pelas operadoras dos estabelecimentos. As empresas terão 90 dias para se adequar a regra.

O decreto também reduz o prazo de repasse financeiro aos estabelecimentos comerciais para 15 dias corridos após a transação. Atualmente, restaurantes e similares recebem os valores depois de 30 dias.

Além disso, em até um ano, essas empresas terão quer criar um sistema para o recebimento de qualquer cartão do programa sem levar em conta a bandeira. Com isso, os trabalhadores terão maior liberdade de escolha e aumenta também a concorrência.

São proibidas práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação. 

Essas regras têm vigência imediata, assim como a obrigação das empresas beneficiárias de orientar os trabalhadores e cumprir todas as normas do programa.


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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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