Volta Redonda encerra oitavo ciclo do programa ‘Famílias Fortes’ com passeio a pontos turísticos do Rio

Douglas baltazar • 22 de junho de 2026

Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas levou 40 famílias participantes da iniciativa que trabalha a prevenção e o fortalecimento dos vínculos

Um passeio de 40 famílias ao município do Rio de Janeiro, com direito a visita ao Cristo Redentor, Museu do Amanhã e Praia de Copacabana, encerrou com chave de ouro o oitavo ciclo do programa “Famílias Fortes” realizado em Volta Redonda. A iniciativa do Governo Federal, coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas (Semapred) no município, envolveu, ainda, encontros no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Três Poços com as famílias participantes, trabalhando o cuidado, aprendizado e fortalecimento de vínculos.

O psicólogo Antônio Morais, da Semapred, falou sobre a importância do passeio como conclusão do ciclo. “Uma manhã maravilhosa para trazer as famílias que participam do programa. Um momento de muita alegria, muita diversão e, principalmente, para trazer essas famílias para o lugar onde elas merecem estar. Um lugar de acessibilidade, de participação e para desfrutar de um momento tão maravilhoso com essa paisagem”, explicou Antônio, mostrando a paisagem do Rio de Janeiro vista dos pés do Cristo Redentor.

Mães participantes dos encontros, Daniele Conceição de Souza Nogueira e Sulamita Aparecida Fonseca elogiaram a iniciativa e a oportunidade da viagem para conhecer os famosos pontos turísticos e reforçar a integração entre as famílias

“O programa foi um presente pra gente. Esse fortalecimento de vínculo familiar. E de bônus, esse passeio incrível, que tem um gostinho de família, porque a gente está aqui com os laços que a gente criou dentro do grupo, com mulheres e seus filhos. Então foi muito especial esse passeio”, afirmou Sulamita.

“É inexplicável a experiência de estar aqui com o grupo, foram ótimas as reuniões e para ‘lacrar’: essa viagem maravilhosa. Se você puder, venha com a sua família, participe você também”, completou Daniele.

Os adolescentes também curtiram o passeio, onde puderam aprender, interagir entre eles e reforçar os vínculos familiares.

“Eu achei muito legal, quero vir mais, vir com a minha família foi muito interessante”, falou Agatha Monique Queiroz Neto, de 12 anos. “Foi muito legal. Eu aprendi como minha família é tão importante e estou aqui”, destacou Gabriel Davi Duarte dos Santos, de 13 anos.

O diretor-técnico da Semapred, Vinícius Silva, acompanhou o grupo na viagem ao Rio e falou sobre o momento, que proporcionou prevenção com experiência cultural às famílias. “Trazendo essa mensagem de trabalhar essas habilidades emocionais, as habilidades do adolescente e fazer com que a família leve pra casa esse momento, troquem entre eles esse afeto e cada vez mais se sintam fortalecidos como família”.


Ciclo 8

Criado pelo Governo Federal, o programa Famílias Fortes tem como objetivo ensinar pais e filhos a desenvolverem formas mais eficazes de comunicação e relacionamento, contribuindo para a prevenção de comportamentos de risco e para o fortalecimento do ambiente familiar. A ação conta com a parceria das secretarias municipais de Assistência Social (Smas), de Estratégia Governamental (Gegov) e de Educação (SME).

O oitavo ciclo reuniu famílias que passaram por um processo prévio de entrevistas, etapa fundamental da metodologia do programa. Foram sete encontros semanais, realizados sempre às quintas-feiras, e o passeio de integração, beneficiando as famílias que participaram de toda a programação.

Durante os encontros, pais e filhos fizeram atividades separadas e conjuntas. Entre os adolescentes, temas como sonhos, objetivos de vida e escolhas são trabalhados de forma prática, incluindo reflexões sobre fatores que podem afastá-los de suas metas, como o uso de álcool e outras drogas.

A secretária municipal de Assistência e Prevenção às Drogas, Neuza Jordão, explicou que, ao longo do processo, muitas famílias encontram a oportunidade de refletir sobre suas vivências, ressignificar comportamentos e romper paradigmas que, por vezes, dificultam uma convivência mais saudável e fortalecedora. E, segundo ela, é nesse caminho que surgem novas perspectivas, novos sonhos e novas possibilidades.

“A participação ativa das famílias tem sido um dos grandes diferenciais do programa. Consolidado há tantos anos no mesmo território, o Famílias Fortes vem fortalecendo sua atuação e alcançando cada vez mais famílias, que passam a compreender o verdadeiro valor e significado dessa iniciativa. Assim, tornam-se protagonistas de suas próprias histórias, contribuindo para a construção de uma comunidade mais unida, consciente e fortalecida”, destacou Neuza Jordão.

Fotos: Divulgação/Semapred.
Secom/PMVR


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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