Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero

Joao Pedro • 24 de junho de 2026

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. O órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados e semidesmontados.

A medida terá validade por seis meses a partir de 1º de julho do próximo ano e contempla um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.

Tarifas chegam a 35%

Segundo o Gecex, os veículos eletrificados semidesmontados (SKD) terão a tarifa de importação elevada para 35% a partir de julho. Já os modelos desmontados (CKD) continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando também para 35% em janeiro de 2027.

A cota adicional com imposto zerado terá o mesmo valor do mecanismo que vigorou até janeiro deste ano. Acima do limite autorizado, continuam valendo as tarifas previstas no cronograma oficial.

A decisão não inclui veículos eletrificados totalmente montados, que seguem sujeitos às regras de tributação estabelecidas.


Governo defende transição

Em comunicado, o Gecex afirmou que a medida busca alinhar a política comercial a iniciativas voltadas à renovação da frota, incentivo à inovação e redução das emissões de carbono no setor automotivo.

O órgão destacou que os veículos eletrificados contribuem para a descarbonização da cadeia automotiva brasileira e para a adoção de tecnologias mais sustentáveis.

Indústria critica decisão

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu negativamente à medida e afirmou ver a decisão com “grande preocupação”.

A entidade declarou que a manutenção das cotas de importação com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças.

Segundo a associação, manifestações de sindicatos, entidades empresariais e representantes da indústria apontaram impactos negativos sobre a produção local.


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Por Joao Pedro 24 de junho de 2026
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas (Semapred), iniciou nesta segunda-feira (22), no Ciep Toninho Marques, no bairro Belmonte, as atividades da Semana de Prevenção ao Uso de Álcool e Drogas. Nesta primeira atividade da semana, um grupo de alunos da unidade escolar da rede pública estadual assistiu ao filme Extraordinário e, na sequência, participou de uma dinâmica supervisionada pela equipe da Semapred. O diretor-técnico da secretaria, Vinicius Silva, explicou como ocorreu o trabalho e quais foram seus objetivos: “Primeiro passamos um filme e depois realizamos uma dinâmica para que eles percebessem como estão emocionalmente. Fizemos um quiz para que eles tivessem uma forma de brincar de maneira consciente”, contou Vinicius. A secretária municipal de Assistência e Prevenção às Drogas, Neuza Jordão, falou sobre a importância de eventos como este para a continuidade das políticas públicas do governo municipal voltadas para o tema. “Estamos dando continuidade à nossa missão, que é a prevenção. Em março, começamos um trabalho nas escolas utilizando o teatro, onde tivemos a participação de mais de 10 mil alunos. Esta Semana de Prevenção veio para reforçar essa iniciativa, que consiste em agir antes do problema surgir, proporcionando mais qualidade de vida, proteção, orientação e criando fatores de resiliência. A Prefeitura de Volta Redonda e nós, da Semapred, acreditamos muito nisso e temos esse trabalho de cuidar das pessoas como uma de nossas principais bandeiras”, disse a secretária. Impactos na economia Os trabalhos de prevenção ao uso de álcool e drogas também proporcionam economia nos custos dos serviços públicos prestados pelo município. É o que afirma a secretária Neuza Jordão: “De acordo com uma pesquisa internacional, a cada US$ 1 investido em prevenção, economizamos entre US$ 10 e US$ 18 em tratamentos. Quando o poder público investe em prevenção, economiza muito mais em outras áreas, como saúde, assistência social e reabilitação. Por isso, a prevenção é de suma importância”, afirmou Neuza Jordão.

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