Volta Redonda avança na implantação da cinoterapia com escolha de cão no Rio de Janeiro

Douglas baltazar • 23 de abril de 2026

Secretário da Pessoa com Deficiência, Washington Uchôa visitou batalhão da PM e avaliou animal para utilização em projeto terapêutico voltado a crianças atípicas no município

A Prefeitura de Volta Redonda avança na implantação da cinoterapia e no fortalecimento das políticas de inclusão no município. Na última semana, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Washington Uchôa, esteve no Rio de Janeiro cumprindo uma agenda estratégica para a escolha do cão que será utilizado no projeto terapêutico voltado a crianças atípicas.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar, tem como objetivo utilizar cães em terapias assistidas, contribuindo para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo de crianças, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dificuldades de aprendizagem ou socialização.

Durante a visita, o secretário esteve no batalhão localizado no bairro Olaria, onde foi recebido pela tenente Vivian Gomes, médica-veterinária da corporação, e pelo subtenente Vinicius Gonçalves, adestrador de cães. A agenda teve como foco conhecer a estrutura do canil da unidade, os métodos de treinamento utilizados e alinhar critérios técnicos para a escolha do animal que será utilizado no projeto em Volta Redonda.

Após a visita ao batalhão, a comitiva seguiu para Niterói, onde foi identificado um canil com um animal que pode atender às necessidades da cinoterapia. De acordo com Washington Uchôa, a participação do adestrador é fundamental para garantir que o animal esteja dentro dos padrões exigidos para esse tipo de atendimento.

“A nossa vinda ao Rio foi justamente para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo batalhão, entender como funciona o canil e trazer o adestrador para avaliar o cão que encontramos em Niterói. Esse processo é fundamental para garantir que estamos adquirindo o animal correto para iniciar a cinoterapia em Volta Redonda”, explicou o secretário.

A finalização da escolha do cão ainda depende da avaliação técnica do adestrador e do envio da documentação por parte do canil, etapa necessária para a abertura do processo administrativo pela prefeitura. Somente após essas fases a aquisição será efetivada.

O atendimento às crianças será realizado no espaço Laço Azul, no bairro Retiro, que já desenvolve atividades com crianças com TEA. A seleção dos participantes ficará sob responsabilidade da equipe do local, que possui experiência no acompanhamento desse público.

Além da vertente terapêutica, o projeto está integrado à construção do futuro Batalhão de Ações com Cães em Volta Redonda, no bairro Roma. A unidade será voltada à segurança pública e contará com cães farejadores e de apoio operacional, atendendo toda a região do Sul Fluminense. A proposta é que, futuramente, o cão da cinoterapia também esteja inserido nesse espaço, unindo ações de segurança e inclusão social.

Fotos de divulgação/SMPD.
Secom/PMVR


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Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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