Golpe no tráfico: Ordem Pública de Volta Redonda apreende câmeras clandestinas

Douglas baltazar • 23 de abril de 2026

Equipamentos que seriam usados por criminosos foram recolhidos no bairro Roma após denúncias, e encaminhados à delegacia da Polícia Civil

Uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) de Volta Redonda resultou, nessa quarta-feira (22), na apreensão de câmeras de monitoramento instaladas de forma clandestina no bairro Roma. Os equipamentos teriam sido colocados por criminosos com intuito de promover uma vigilância ilegal na região. A investida reforça o enfrentamento das forças de segurança de Volta Redonda à atuação do tráfico de drogas e evidencia a importância da participação popular por meio de denúncias.

Equipes da Ordem Pública já vinham recebendo informações sobre a instalação irregular de equipamentos de vigilância na Rua Dezenove de Abril. Os dispositivos estariam sendo utilizados por traficantes para monitorar a movimentação na região e se antecipar às ações de repressão à criminalidade.

Ao chegarem ao local indicado, os agentes confirmaram a veracidade das denúncias. Duas câmeras foram encontradas instaladas em um poste, em uma área de mata.

Durante a ação, um homem que estava em uma pequena casa abandonada próxima fugiu ao perceber a presença da equipe. Segundo os agentes, ele saiu correndo e escapou por uma área de mata, não sendo possível alcançá-lo.

Na sequência, os profissionais constataram que os equipamentos estavam conectados a um roteador instalado dentro da construção abandonada, que possuía apenas uma cama, indicando possível uso como base de apoio para o monitoramento clandestino.

As câmeras e o roteador foram apreendidos e encaminhados à delegacia da Polícia Civil (93ª DP), onde o caso foi registrado e seguirá sob investigação.

Fotos: Divulgação/Semop.
Secom/PMVR

COMPARTILHE:

Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

Ouça a notícia completa