Sirene toca na Costa Verde: Angra sedia exercício nacional de segurança nuclear

Douglas baltazar • 3 de outubro de 2025

Exercício reuniu 60 instituições em treinamentos de resposta a emergências


 A cidade de Angra dos Reis sediou, entre terça-feira (30) e quinta-feira (2), o Exercício Geral Integrado de Resposta à Emergência e Segurança Física Nuclear, que reuniu cerca de 60 instituições civis e militares. Além de atividades realizadas na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), diversos pontos da cidade também foram utilizados, assim como centros de resposta ativados no Rio de Janeiro e em Brasília.

Na terça-feira (30), ocorreu a cerimônia de abertura na sede da Defesa Civil Municipal de Angra dos Reis, pela manhã, e a apresentação de equipamentos que poderiam ser utilizados pelas entidades participantes, no período da tarde. A exposição aconteceu no Colégio Naval e apresentou novidades como softwares de monitoramento da pluma radioativa usados pela Força Aérea para prever necessidades de evacuação, drones de georreferenciamento para evitar incursões desnecessárias em áreas de difícil acesso e o sistema de alertas por celular da Defesa Civil municipal, conhecido como CellBroadcast.

Na quarta-feira (1º), primeiro dia de atividades práticas, foram ativados todos os centros de inteligência locais e nacionais, com participação de entidades civis e militares. Também houve o disparo de sirenes municipais e duas ativações de mensagens enviadas para celulares. A segunda mensagem apontava para a necessidade de evacuação da Central Nuclear, simulada com a participação de todos os funcionários da empresa que estavam no local e não atuavam diretamente nos centros de resposta.

Atividades envolveram diversos bairros

Na quinta-feira (2), as simulações foram intensificadas. Houve transporte de geradores móveis do Projeto Fukushima, com necessidade de interdição da Rodovia Rio-Santos; triagem e descontaminação de voluntários na Praia Vermelha; coleta de amostras de água e areia para verificar eventual contaminação ambiental; atendimentos médicos emergenciais e até simulações de evacuação e abrigo de moradores do bairro Guariba, realocados para o bairro Areal, após um terceiro disparo de mensagens por celular e a ativação de sirenes. O evento foi encerrado com a simulação de uma coletiva de imprensa, que detalhou os acontecimentos dos dois dias de atividades.

Participaram do exercício representantes da Eletronuclear, da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), do Ministério da Defesa, da Abin, do Ibama, da Polícia Civil, da Polícia Federal, do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, da concessionária responsável pela BR-101 (Rio-Santos) e das Defesas Civis de Angra dos Reis e Paraty, além da Prefeitura de Angra e de empresas de transporte coletivo da região.

O comandante Alex Orbancg, diretor de Assuntos Nucleares do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), destacou a relevância do exercício.

“Estamos cumprindo uma exigência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e, principalmente, reforçando a segurança da sociedade, da população local, dos animais e do meio ambiente. Estou muito feliz com a participação de todos os órgãos reguladores e operadores, que demonstraram grande entusiasmo. Tenho certeza de que a população está muito mais protegida após este treinamento”, afirmou.



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Por Joao Pedro 19 de agosto de 2026
A Justiça do Trabalho decidiu suspender as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (18). A decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas. Na semana passada, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas. Ao determinar a suspensão das demissões, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas. "A medida não impede a requerida de, concluída efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se foro caso, promover dispensas. O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação", decidiu a magistrada. Conforme a liminar, a empresa terá prazo de cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. Em 48 horas, o plano de saúde e os benefícios assistenciais também deverão ser restabelecidos. 

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