Secretaria da Mulher e Direitos Humanos de Volta Redonda confirma a realização do 4º Encontro de Mulheres de Movimentos Sociais

Douglas baltazar • 10 de novembro de 2025

 Secretaria de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda realiza, no próximo dia 19, o “4° Encontro de Mulheres de Movimentos Sociais

A Secretaria de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda realiza, no próximo dia 19, o “4° Encontro de Mulheres de Movimentos Sociais”, no auditório do Palácio 17 de Julho, sede da prefeitura. O evento, que faz parte da pasta de promoção de Políticas para Mulheres da SMDH, com participação das assessoras técnicas da secretaria na organização, tem como pauta de discussão a Violência Digital Contra a Mulher e a Conscientização Negra.

“No digital ou na vida real, a violência contra a mulher é crime. Ela pode estar atrás da tela do celular, em mensagens, fotos, comentários e exposições nas redes sociais, a dor é real mesmo quando o ataque é virtual”, afirmou a secretária da SMDH, Glória Amorim.

É classificada como violência digital toda ação praticada por meios tecnológicos que causa dano, constrangimento, exposição, controle ou ameaça à mulher. Isto inclui divulgação de fotos ou vídeos íntimos sem consentimento, ameaças e chantagens em redes sociais ou mensagens ofensivas, invasão da privacidade ou roubo de senhas, ofensas, humilhações e fake news, criação de perfis falsos para difamar ou controlar. Todos esses comportamentos são considerados crimes e estão previstos em lei: Lei Maria da Penha (11.340/2006); Lei Carolina Dieckmann (12.737/2012); Lei nº 13.718/2018 (Crimes contra a dignidade sexual); Lei 14.132/2021(Crimes de perseguição/stalking).

“Este será um momento de reconhecimento e celebração das conquistas alcançadas pelas mulheres ao longo do ano de 2025, e para que elas possam dizer aonde ainda podem avançar em políticas públicas”, destacou a secretária Glória Amorim.

Conscientização Negra

Outro tema atual do encontro será a Consciência Negra, assunto fundamental no país considerando a história e a cultura afro-brasileira em reconhecer e valorizar a contribuição dos africanos e afro-brasileiros na formação da população brasileira. Abordar racismo e discriminação e sua persistência, desigualdades raciais em áreas como educação, emprego, saúde e segurança pública.

O Encontro de Mulheres vai debater o Movimento Negro brasileiro na luta por direitos e cidadania; as mulheres negras e as dificuldades que enfrentam no dia a dia na luta por igualdade racial e oportunidades iguais na sociedade, mercado de trabalho e formação.

Também será lembrado o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), sendo um marco contra a discriminação racial, social e que leva a refletir sobre a importância das mulheres negras no país e seu empoderamento com autonomia financeira.

“São necessárias políticas públicas de ações afirmativas para promover a igualdade racial e a necessidade de aumentar a representatividade negra em diferentes áreas como políticas, mídias, educação e negócios. A mulher pode chegar onde ela quiser. Segundo o Censo de 2022, as mulheres representam 51,5% da população, enquanto os homens são 48,5%, isto significa que há cerca de 6 milhões de mulheres a mais que os homens. É o momento de fazer valer os seus direitos e conquistas e ter voz nas decisões como protagonistas”, concluiu a secretária da SMDH.

Foto de arquivo: Adriana Cópio – Secom/PMVR.


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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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