Resende inicia ações do Novembro Azul com foco na saúde e prevenção masculina

Douglas baltazar • 16 de outubro de 2025

Prefeitura divulga programação com palestras e rodas de conversa em empresas, escolas e unidades de saúde


A Prefeitura de Resende em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, preparou uma série de ações dentro da campanha Novembro Azul, que tem como objetivo promover a saúde do homem e reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. As atividades começam no fim de outubro e seguem até o dia 2 de dezembro, com palestras, rodas de conversa e ações educativas em diferentes pontos do município.

A primeira ação será na próxima terça-feira (21), na fábrica da Volkswagen, com uma palestra sobre masculinidade e cuidado voltada aos trabalhadores da empresa. O cronograma inclui atividades em postos de saúde, escolas, no Corpo de Bombeiros e em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o objetivo do cronograma é promover a saúde do homem a partir da temática proposta pelo Ministério da Saúde. O eixo trabalhado neste ano é “Prevenção de Violências e Acidentes”, com foco na construção das masculinidades e na sensibilização para a cultura do cuidado, do diálogo e da paz, nos âmbitos social e laboral.

“O bem-estar, no contexto dos cuidados com a saúde do homem, é conquistado por meio da prevenção, do cuidado e da continuidade do atendimento em saúde para a população masculina. Temos uma agenda com ações estratégicas em locais que concentram um número elevado de homens, para que possamos promover o debate e levar informações importantes. É fundamental reforçar que a programação aborda a saúde masculina de maneira ampla, incluindo saúde mental, doenças crônicas e outros fatores que não podem ser ignorados”, destacou o secretário municipal de Saúde, Ricardo Graciosa.

Em 2024, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou aproximadamente 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Isso representa cerca de 196 novos casos por dia e consolida a doença como o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A maioria dos casos é diagnosticada em estágio avançado, quando a taxa de cura é menor — o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Programação:

As ações começam no dia 21 de outubro, com uma palestra sobre masculinidades e cuidado na fábrica da Volkswagen. Em novembro, estão previstas rodas de conversa e palestras em unidades de saúde, escolas, no Corpo de Bombeiros e na Polícia Rodoviária Federal, abordando o tema “Prevenção de Violências e Acidentes”. O cronograma encerra nos dias 1º e 2 de dezembro, com atividades voltadas também ao Dezembro Vermelho, na Agência de Saneamento e na Cadeia Pública de Bulhões.


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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