Rebeca Andrade volta com ouro no Pan de ginástica artística

Joao Pedro • 22 de junho de 2026

O retorno de Rebeca Andrade às competições foi em grande estilo. A campeã olímpica na ginástica artística ficou longe dos campeonatos por quase dois anos, mas retornou neste domingo (21) e trouxe logo o ouro no salto durante o campeonato Pan-Americano de ginástica artística, no Rio de Janeiro. A performance de Rebeca foi o ponto alto de um dia que teve mais seis medalhas do Brasil.

Rebeca Andrade conquistou o ouro no salto - algo inédito para o Brasil em um Pan - com uma média de 14.266, resultado de dois saltos notas 14.433 (a nota mais alta da competição) e 13.700.

A prata ficou com a canadense Lia Monica (14.249) e o bronze com a estadounidense Claire Pease (13.916).


Na final das barras paralelas masculina, o Brasil conseguiu prata com Diogo Soares (13.933).

Na barra fixa, Diogo conquistou mais uma prata (14.133) e Arthur Nory trouxe o bronze (14.033), empatado com o canadense Felix Dolci.

Foram mais três bronzes para o Brasil no domingo: Thaís Fidélis na trave, Sophia Weisberg nas barras assimétricas e Vitaliy Guimarães no solo.


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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