Pedreira da Voldac, em Volta Redonda, consolida-se como referência científica e ambiental

Douglas baltazar • 15 de dezembro de 2025

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A Pedreira da Voldac, em Volta Redonda, consolida-se cada vez mais como referência no campo acadêmico-científico e ambiental. Após a publicação de dois artigos na revista da Universidade de São Paulo (USP), um em 2024, fruto de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na área de Geologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e outro em 2025, desenvolvido por pesquisadores ligados à UNIFOA, além de dois TCCs de alunos do curso técnico em Meio Ambiente do Colégio Estadual Rondônia, realizados em 2022 e 2023, a área reafirma sua relevância educacional e científica. Soma-se a isso o fato de que, desde 2019, cerca de mil pessoas já visitaram o local, fortalecendo seu caráter educativo e social.

Além dessas produções acadêmicas, a Pedreira da Voldac também tem sido tema de seminários, palestras e mesas-redondas promovidas por integrantes do MEP. Neste fim de semana, o local ganhou mais uma importante referência acadêmica. Desta vez, foi o Trabalho de Conclusão de Curso apresentado por Luiz Antônio Neves, estudante concluinte do curso de Arquitetura e Urbanismo da UGB, em Volta Redonda. Fundamentado em estudos acadêmicos e históricos sobre a Pedreira da Voldac, o TCC resultou em um projeto de grande relevância, propondo a área como espaço de recuperação e proteção ambiental, com a implantação de um parque. O trabalho teve orientação das professoras e professores Andrea Auad, Carlos Baião, Damiana Almeida e Denys Pio.


Museu a céu aberto


Luiz Antônio Neves afirma que seu TCC tem como eixo central a criação de um museu a céu aberto na Pedreira da Voldac, como forma de garantir a preservação da área e sua requalificação urbana e ambiental. A proposta prevê a implantação de pavilhões dedicados à cultura, à pesquisa científica e à arte, inclusive com o uso de materiais reciclados, todos integrados à paisagem existente e voltados à proteção da fauna e da flora locais, com destaque para espécies residentes, como a coruja-jacurutu.

O projeto também aponta a necessidade de uma estrutura de gestão própria, com a participação do poder público, universidades e representantes da sociedade civil, além de mecanismos de captação de recursos. A iniciativa busca assegurar a manutenção contínua do espaço e transformar a pedreira em um equipamento cultural, científico e ambiental de referência para Volta Redonda. “A UGB, desde 2021, vem provocando novos olhares para essa área por meio de seus alunos. Salvo engano, já são cerca de 12 trabalhos desse gênero. O acadêmico conseguiu, com o projeto, garantir a preservação da fauna e da flora do local”, destacou José Maria da Silva, o Zezinho, que esteve presente na apresentação.

O coordenador das áreas socioambiental e socioeducacional do MEP, Pedro Paulo Bichara, também elogiou o trabalho. Segundo ele, o objeto de estudo da Pedreira da Voldac potencializa, mais uma vez, a proposta defendida pelo Movimento Ética na Política (MEP). “Ficou ótimo. Os detalhes dão vida ao projeto e ajudam a proteger uma área histórica de Volta Redonda”, afirmou.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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