Museu Nacional lança exposições inéditas em comemoração aos 208 anos

Joao Pedro • 22 de junho de 2026

Em comemoração aos seus 208 anos, o Museu Nacional, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, vai abrir para o público a partir de domingo (21) duas exposições inéditas distribuídas em seis salas do Paço de São Cristóvão, edifício histórico que abrigava coleções do museu, em reconstrução desde o incêndio que também o destruiu em 2 de setembro de 2018.

Rescaldo das Memórias é a mostra individual do artista Vik Muniz, composta por fotografias e esculturas desenvolvidas a partir de cinzas e fragmentos de peças resgatadas do palácio. Segundo os organizadores, instalada na sala onde o incêndio de 2018 teve início e na qual é possível observar vigas de aço retorcidas pelo fogo, a exposição propõe reflexões sobre perda, memória e reconstrução, ao mesmo tempo em que reafirma a permanência do museu e sua capacidade de reinvenção. 

Desenvolvida pelas equipes do museu e do Projeto Museu Nacional Vive, a mostra Bastidores da Ciência expõe a potência criativa e científica da instituição. Da restauração à paleoarte, da modelagem digital à taxidermia, das ilustrações científicas às sofisticadas técnicas de conservação de acervos, a exposição lança luz sobre profissões, conhecimentos e modos de fazer que marcam o cotidiano de um museu de ciências. 

Instrumentos musicais produzidos pelo luthier Davi Lopes a partir de madeiras resgatadas do incêndio no museu também são destaques. “Não coloquei meus olhos na destruição e sim na renovação”, disse Davi.

Achados arqueológicos, ornamentos históricos restaurados e um conjunto de acervos científicos doados pelo Museu Sueco de História Natural, apresentados em uma vitrine que celebra o bicentenário das relações Brasil–Suécia, completam a mostra.

O diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, destaca que “juntas, as mostras reafirmam a vitalidade da instituição, unindo arte, ciência e inovação, para aproximar o público de sua história e de seu futuro”.


Segundo Lucia Basto, gerente executiva do Projeto Museu Nacional Vive, “esta é mais uma oportunidade para acompanhar de perto a reconstrução do Museu e viver novas experiências neste palácio em transformação, que reafirma sua função social ao promover encontros entre ciência e arte”.

De acordo com Vik Muniz, ao transformar resíduos em patrimônio artístico, propõe uma reflexão sobre o poder da memória, da imaginação e da reconstrução coletiva.

“Não se trata apenas do que foi perdido. Trata, sobretudo, do que permanece. E daquilo que pode renascer", destaca o artista.

Serviço

Bastidores da Ciência e Rescaldo das Memórias

  • De 21 de junho a 30 de agosto
  • Terça a domingo, das 10h às 16h
  • Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela Sympla. 
  • Ingressos para as sessões de cada semana estarão disponíveis a partir das 13h das segundas-feiras
  • O acesso no domingo (21) será livre, a partir das 9h, sem necessidade de retirada de ingressos. 
  • Visitas em LIBRAS com tradução para o português aos sábados, das 13h às 15h, a partir de 27/06
  • Visitas de pessoas com deficiência mental/intelectual e/ou transtornos do neurodesenvolvimento em horários exclusivos: sempre às sextas-feiras e aos domingos, das 9h às 10h, a partir de 26/6. Esses públicos são bem-vindos em qualquer outro dia e horário.
  • Agendamento de grupos escolares e de projetos sociais: e-mail para agendamento.exposicao@mn.ufrj.br

Status da reconstrução

- 75% das fachadas restauradas, incluindo esquadrias e ornamentos históricos

- 80% dos telhados refeitos, com sistemas de proteção contra descargas atmosféricas e captação de águas pluviais instalados

- Esculturas centenárias de mármore restauradas, réplicas instaladas no topo do palácio

- Obras em andamento: restauro do bloco posterior do palácio, reforma e ampliação do prédio anexo e da Biblioteca Central do Museu

- Avanço no restauro de ambientes internos emblemáticos, como a sala do meteorito Bendegó e o pátio da escadaria monumental de mármore

- Claraboia instalada na área mais antiga do palácio, protegendo ornamentos históricos e sustentando um cachalote de 15,7 metros

- Projeto de arquitetura e restauro aprovado pelo Iphan; projeto de combate e prevenção a incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros (RJ)


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Por Douglas baltazar 22 de junho de 2026
Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas levou 40 famílias participantes da iniciativa que trabalha a prevenção e o fortalecimento dos vínculos Um passeio de 40 famílias ao município do Rio de Janeiro, com direito a visita ao Cristo Redentor, Museu do Amanhã e Praia de Copacabana, encerrou com chave de ouro o oitavo ciclo do programa “Famílias Fortes” realizado em Volta Redonda. A iniciativa do Governo Federal, coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência e Prevenção às Drogas (Semapred) no município, envolveu, ainda, encontros no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Três Poços com as famílias participantes, trabalhando o cuidado, aprendizado e fortalecimento de vínculos. O psicólogo Antônio Morais, da Semapred, falou sobre a importância do passeio como conclusão do ciclo. “Uma manhã maravilhosa para trazer as famílias que participam do programa. Um momento de muita alegria, muita diversão e, principalmente, para trazer essas famílias para o lugar onde elas merecem estar. Um lugar de acessibilidade, de participação e para desfrutar de um momento tão maravilhoso com essa paisagem”, explicou Antônio, mostrando a paisagem do Rio de Janeiro vista dos pés do Cristo Redentor. Mães participantes dos encontros, Daniele Conceição de Souza Nogueira e Sulamita Aparecida Fonseca elogiaram a iniciativa e a oportunidade da viagem para conhecer os famosos pontos turísticos e reforçar a integração entre as famílias “O programa foi um presente pra gente. Esse fortalecimento de vínculo familiar. E de bônus, esse passeio incrível, que tem um gostinho de família, porque a gente está aqui com os laços que a gente criou dentro do grupo, com mulheres e seus filhos. Então foi muito especial esse passeio”, afirmou Sulamita. “É inexplicável a experiência de estar aqui com o grupo, foram ótimas as reuniões e para ‘lacrar’: essa viagem maravilhosa. Se você puder, venha com a sua família, participe você também”, completou Daniele. Os adolescentes também curtiram o passeio, onde puderam aprender, interagir entre eles e reforçar os vínculos familiares. “Eu achei muito legal, quero vir mais, vir com a minha família foi muito interessante”, falou Agatha Monique Queiroz Neto, de 12 anos. “Foi muito legal. Eu aprendi como minha família é tão importante e estou aqui”, destacou Gabriel Davi Duarte dos Santos, de 13 anos. O diretor-técnico da Semapred, Vinícius Silva, acompanhou o grupo na viagem ao Rio e falou sobre o momento, que proporcionou prevenção com experiência cultural às famílias. “Trazendo essa mensagem de trabalhar essas habilidades emocionais, as habilidades do adolescente e fazer com que a família leve pra casa esse momento, troquem entre eles esse afeto e cada vez mais se sintam fortalecidos como família”.

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