Minha Casa, Minha Vida: Novas condições do programa entram em vigor nesta quarta-feira

Douglas baltazar • 22 de abril de 2026

Regras ampliam acesso ao financiamento ao atualizar limites de renda familiar e valores máximos dos imóveis financiáveis


Entram em vigor, nesta quarta-feira (dia 22), as novas condições do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que ampliam o acesso ao financiamento habitacional, com atualização dos limites de renda familiar — abrangendo assim, de forma mais ampla, a classe média — e dos valores máximos dos imóveis financiáveis. A novas regras operadas pela Caixa foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades.

Com as mudanças, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil passam a ser atendidas pelo programa. Há também um aumento do teto dos imóveis financiáveis: agora, casas e apartamentos podem chegar a R$ 400 mil na Faixa 3 e a R$ 600 mil na Classe Média. Segue mantido o limite regional para as Faixas 1 e 2, definidos em até R$ 275 mil de acordo com o porte de cada município.

As famílias podem realizar simulações para o financiamento pelo programa através do site do banco ou pelo aplicativo Habitação Caixa e então dar continuidade à contratação.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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