Cruzeiro empata com Flu e perde chance de colocar pressão nos líderes

Douglas baltazar • 10 de novembro de 2025

Três primeiros jogos do domingo tiveram apenas um gol

Com o Campeonato Brasileiro em seu sprint final, o Cruzeiro viu suas chances de se tornar campeão novamente após 11 anos diminuírem neste domingo (9). A Raposa empatou por 0 a 0 com o Fluminense no Mineirão, diante de mais de 53 mil pessoas, chegando aos 64 pontos em 33 jogos, ainda em terceiro lugar.

A equipe mineira tinha a chance de ultrapassar o Flamengo mesmo que momentaneamente, mas vai seguir atrás do Rubro-Negro (65 pontos), que ainda entra em campo na rodada e tem um jogo a mais para fazer. O líder Palmeiras, que soma 68 pontos antes de jogar neste domingo, também tem um duelo a mais por fazer.

Em Belo Horizonte, as melhores oportunidades das duas equipes foram no primeiro tempo. Uma cabeçada de Kaiki atingiu a trave e foi salva no rebote pelo goleiro Fábio, do Fluminense, que também fez outras duas grandes intervenções, uma delas em finalização de Matheus Pereira dentro da área. Pelo lado tricolor, Hércules acertou o travessão da meta defendida por Cássio.

O time das Laranjeiras agora soma 51 pontos, ainda na sétima posição.


Ceará X Corinthians

O único gol da tarde de domingo foi marcado em São Paulo. O Ceará visitou o Corinthians na Neo Química Arena e saiu com a vitória pelo placar mínimo. O gol foi marcado aos 31 minutos do primeiro tempo, quando o Vozão teve contra-ataque e Pedro Henrique encontrou Galeano livre na área. Ele finalizou de primeira e marcou.

O resultado levou a equipe cearense aos mesmos 42 pontos e 11 vitórias do Timão, mas por ter um saldo de gols melhor (1 contra -3) o Ceará fica à frente na tabela, em 12º.

No outro duelo da tarde de domingo, nada de gols em Salvador. Vitória e Botafogo ficaram no 0 a 0 no Barradão. O resultado manteve o Leão baiano momentaneamente fora da zona de rebaixamento, com 35 pontos. Já o Alvinegro continua na sexta colocação, agora com 52 pontos.

Resultados de sábado (08/11):

  • Sport 2 x 4 Atlético-MG
  • Vasco 1 x 3 Juventude
  • Internacional 2 x 2 Bahia
  • São Paulo 0 x 1 Bragantino


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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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