Brics: como o bloco surgiu e quais as pautas atuais

Sintonia do Vale • 1 de julho de 2025

Reunião da cúpula ocorre nos dias 6 e 7 de julho

Em uma sala da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2001, representantes de Brasil, Rússia, Índia e China constataram uma confluência nos interesses por temas que estruturassem melhor o diálogo entre eles. E decidiram trabalhar em torno de uma agenda que fortalecesse a cooperação econômica, política e social, e aumentasse a influência dessas nações, chamadas de Sul Global na governança internacional.


Assim surgiu o BRIC. Dez anos depois, a África do Sul se juntou ao grupo e a sigla ganhou um S. Hoje, já são 11 países no agrupamento e mais 10 parceiros.


Nos dias 06 e 07 de Julho, os chefes de estado do BRICS se reúnem no Rio de Janeiro para a reunião de cúpula do grupo, no Museu de Arte Moderna, onde vão debater temas sobre os três pilares do grupo: política e segurança, economia e finanças e sociedade civil.


A presidência do Brics é rotativa, e este ano está com o Brasil, que dá o contorno das discussões. E, diante dessa prerrogativa, o presidente Lula incluiu nos debates o combate à fome e a preservação do meio ambiente.


Na avaliação da professora Beatriz Bíssio, do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como membro fundador do grupo, o Brasil encontra espaço para debater temas de interesse da diplomacia brasileira, com a confiança que a pauta será desenvolvida e, na medida do possível, implementada.


Para mobilizar recursos para o financiamento de projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável, o Brics criou, em 2014, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). Desde 2023, o banco é presidido por Dilma Rousseff.


Há 96 projetos aprovados até o momento, com total de financiamento de US$ 32,8 bilhões. O NBD tem sede na China e escritórios no Brasil e na Índia.


Fonte:Rádio Agência


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Por Joao Pedro 19 de agosto de 2026
A Justiça do Trabalho decidiu suspender as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (18). A decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas. Na semana passada, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas. Ao determinar a suspensão das demissões, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas. "A medida não impede a requerida de, concluída efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se foro caso, promover dispensas. O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação", decidiu a magistrada. Conforme a liminar, a empresa terá prazo de cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. Em 48 horas, o plano de saúde e os benefícios assistenciais também deverão ser restabelecidos. 

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