Banco de Alimentos de Volta Redonda recebe 4,5 toneladas de mantimentos arrecadados em show na Ilha São João

Joao Pedro • 24 de junho de 2026

O Banco de Alimentos de Volta Redonda – programa da prefeitura gerido pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) – recebeu 4,5 toneladas de mantimentos doados pelo público do show do cantor de trap, Matuê, no dia 30 de maio na Ilha São João. A entrega oficial e a assinatura do Termo de Doação, formalizando a destinação dos alimentos arrecadados, aconteceu na última semana.

O documento foi assinado pelo secretário da Sesan, Fábio Buchecha, e por Felipe Brito, produtor e sócio-fundador da Axis Entretenimento, empresa que organizou o show, na sede do Banco de Alimentos, no bairro Retiro. Todo montante arrecadado será repassado para as 60 instituições cadastradas pelo banco.

“Nosso reconhecimento ao Felipe Brito e a toda equipe da empresa, incluindo produção, coordenação e segurança, que deram um verdadeiro exemplo de organização de eventos. Agradeço ainda à equipe da Sesan, que também atuou na arrecadação dos alimentos. Mais do que um grande show, o evento mostrou que entretenimento e solidariedade podem caminhar juntos”, falou Buchecha.

O secretário destacou a importância da parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada para fortalecer a rede de apoio social do município. “Essa arrecadação demostra que é possível unir cultura, lazer e solidariedade e transformar tudo isso em comida de verdade na mesa de quem precisa. São 4,5 toneladas de alimentos que vão chegar às famílias que mais precisam”, reforçou.


Banco de Alimentos

O Banco Municipal de Alimentos de Volta Redonda atua como um importante instrumento de combate à insegurança alimentar. E uma das atuações é promover a redistribuição de alimentos arrecados em campanhas, eventos e parcerias ao longo do ano.


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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