Volta Redonda leva 300 PCDs a complexo aquático em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Douglas baltazar • 5 de dezembro de 2025

Incluindo três pessoas cegas, grupo levado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência aproveitou momento de lazer acessível e fortalecimento da inclusão no Aldeia das Águas

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD), levou nessa quinta-feira, dia 4, um grupo de 300 pessoas com deficiência (PCDs), incluindo três pessoas cegas, para participar de mais uma edição do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas (DNPD), realizado no parque Aldeia das Águas, em Barra do Piraí.

Esta foi a primeira vez que a SMPD participa oficialmente do evento, promovido anualmente pelo parque e que reúne instituições voltadas para pessoas com deficiência. A edição deste ano recebeu cerca de 1.800 crianças de várias cidades da região.

De acordo com o secretário da Pessoa com Deficiência de Volta Redonda, Washington Uchôa, a participação da cidade foi fruto de um diálogo iniciado pela secretaria com o parque. “Este é o primeiro ano em que participamos dessa ação tão importante. Entrei em contato com o parque no meio do ano, perguntando sobre a possibilidade de levarmos nossas crianças, e fomos convidados a integrar o evento. É uma iniciativa que promove inclusão de forma prática e afetuosa, oferecendo um dia inteiro de lazer, segurança e acolhimento”, afirmou Uchôa.

O secretário destacou ainda o impacto social da atividade. “Para muitas dessas pessoas essa é uma oportunidade única de vivenciar um espaço de lazer acessível e acolhedor. Momentos como este fortalecem a inclusão, ampliam o sentimento de pertencimento e fazem diferença real na vida das famílias atendidas pela secretaria.”

Além da experiência no parque, famílias atendidas pela SMPD relatam que o apoio da secretaria tem transformado suas rotinas e possibilitado avanços emocionais e sociais. A maranhense Rosiane Souza de Oliveira, mãe de João Lucas, de oito anos, fala sobre seu processo de acolhimento.

“A chegada da minha família a Volta Redonda coincidiu com um dos momentos mais difíceis da minha vida. Eu estava perdida e ainda tentando compreender o diagnóstico do meu filho. Quando conheci a secretaria, fui acolhida de forma que mudou nossa trajetória. Hoje sou outra mulher, mais firme, consciente e equilibrada. Tenho gratidão profunda por esse trabalho, que transforma famílias inteiras”, relatou Rosiane.

Já Graciane Monteiro de Paula, mãe do pequeno Eduardo, destaca o impacto do acesso à informação e aos programas de apoio. “Eu me sentia sozinha e sem orientação. A secretaria foi um norte: me mostrou caminhos, explicou direitos e ofereceu apoio real, como o abafador, que permitiu ao meu filho participar de eventos que antes eram impossíveis. No (projeto) ‘Cuidando de Quem Cuida’, descobri que não estou sozinha. O suporte da equipe mudou a nossa vida”, disse Graciane.

O evento DNPD, realizado há três anos pelo Aldeia das Águas, fecha as portas ao público geral para receber exclusivamente pessoas com deficiência e instituições convidadas. O dia é totalmente dedicado ao lazer inclusivo, com estrutura preparada para acessibilidade e segurança, consolidando-se como uma das iniciativas sociais mais relevantes da região.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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