Volta Redonda convida população a participar da Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico

Douglas baltazar • 9 de dezembro de 2025

Audiência pública acontece no próximo dia 18, na sede Aterrado da AAP-VR, e objetivo é fazer diagnóstico e planejar próximos quatro anos

A Prefeitura de Volta Redonda promove no próximo dia 18 (quinta-feira) uma audiência pública sobre a Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico – fase de diagnóstico. Aberta para toda a população, a audiência acontecerá às 19h no Centro Integrado de Saúde e Assistência (C.I.S.A.), localizado na unidade Aterrado da AAP-VR (Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda): Rua 535, nº 835, bairro Nossa Senhora das Graças.

De acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda (Saae-VR), a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico acontece a cada quatro anos, conforme determinado pelo Decreto Municipal nº 13.697/2015.

O diretor-executivo do Saae-VR, Paulo Cezar de Souza (PC), explica que o objetivo é, com base nas informações levantadas no município, realizar um diagnóstico da situação atual da cidade na área de saneamento básico. A partir desse diagnóstico, será elaborado um planejamento para o período de quatro anos, conforme determina o decreto municipal.

“O intuito é atualizar as informações referentes ao saneamento, incluindo as projeções de futuros projetos. O plano é um retrato do município para as futuras expansões da cidade, e sua conformidade é uma das condições para obtenção de financiamento e liberação de verbas”, explica PC.

O Plano Municipal de Saneamento Básico abrange os serviços de água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos. A parte do Saae-VR é referente à água e ao esgoto; a drenagem é contemplada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO); enquanto a parte de resíduos sólidos é referente à Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

“A participação da sociedade é fundamental para nos ajudar a planejar o futuro da nossa cidade. A audiência é uma ótima oportunidade para que o cidadão dê sua contribuição para o desenvolvimento de Volta Redonda”, afirma o prefeito Antonio Francisco Neto.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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