Ventania causa apagão e paralisa transportes no Rio de Janeiro

Joao Pedro • 30 de julho de 2026

Diversos bairros do Rio de Janeiro ficaram sem luz na tarde desta quarta-feira (29), em meio a uma ventania que assola a cidade. O vento chegou a ser considerado muito forte, atingindo 105,5 km/h no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte, entre 16h e 17h

Equipes do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro foram acionadas para 26 salvamentos de pessoas. A corporação registrou ainda quatro desabamentos e precisou atender a 30 ocorrências de cortes de árvores.

A concessionária de energia Light declarou que uma ocorrência externa ao sistema afetou o fornecimento de energia em áreas de toda a cidade. "Nossas equipes estão atuando para restabelecer o serviço o mais breve possível", declarou a companhia. Pouco antes das 18h, a empresa afirmou que havia restabelecido a oferta de energia em toda a cidade.


Transportes

O funcionamento das três linhas do metrô foi interrompido às 16h40, segundo a concessionária Metrô Rio. Passageiros relataram nas redes sociais que ficaram presos dentro das composições. Cerca de uma hora depois, a empresa divulgou que a operação foi retomada nas linhas 1 e 4, com intervalos em processo de normalização. A Linha 2 permaneceu sem funcionamento.

A circulação das composições da Trens RJ também foi interrompida. No BRT, a ventania também danificou a cobertura da estação Dom Bosco, em Santa Cruz, na Zona Oeste, que precisou ser fechada. 

Segundo a Infraero, o Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações às 16h52 e continuava sem funcionar às 18h. Até esse horário, cinco voos comerciais e um executivo precisaram ser transferidos para outros aeroportos. Outros quatro voos tiveram as decolagens canceladas.

Já no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), quatro voos que iriam pousar foram encaminhados para outros aeroportos.


Estágio Dois

Os impactos das ventania levaram a Prefeitura do Rio de Janeiro a decretar Estágio Dois em uma escala de níveis de atenção que vai de um a cinco, o que significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. 

O Centro de Operações da Prefeitura contabilizava, até as 18h15, a queda de 25 árvores, sendo 21 sobre vias e três sobre fiação. 


Ventania causa estragos no Rio. Foto  Tânia Rêgo/Agência Brasil


De acordo com o Sistema Alerta Rio, no momento, pequenos núcleos de chuva e nuvens baixas atuam sobre o município. Outros núcleos que atuam na Região Serrana não se deslocam para a cidade do Rio.

Há previsão de chuva fraca em pontos isolados para as próximas horas, além de vendos moderados a muito fortes.

O prefeito, Eduardo Cavaliere, pediu, pelas redes sociais, que os moradores evitem deslocamentos pela cidade.

"Atenção moradores de todas as regiões do Rio: ventos muito fortes na cidade com previsão de seguir até o início da noite. Na volta pra casa, hoje, evitar áreas abertas e marquises de prédios. Registros de quedas de árvores em todas as regiões da cidade".

Orientações

A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou orientações de segurança para a população em situações de ventos fortes:

  • Permanecer abrigado em local seguro;
  • Fechar janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de vento no interior das casas,
  • Persianas, cortinas ou blecautes também devem ser fechados para evitar que estilhaços se espalhem caso uma janela quebre;
  • Aparelhos elétricos e registros de gás devem ser fechados para evitar o agravamento de problemas caso haja queda de árvores;
  • Não deixar expostos objetos que possam cair de locais altos;
  • Não se abrigar embaixo de árvores ou coberturas metálicas;
  • Evitar esportes ao ar livre, principalmente no mar;
  • Evitar locais altos ou ficar perto de precipícios ou encostas;
  • Evitar passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes e escadas;
  • Não estacionar veículos perto de torres de transmissão ou outdoors;
  • Não queimar lixo nem atear fogo em terrenos para remover vegetação;

Edição:

Vinicius Lisboa


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Por Joao Pedro 30 de julho de 2026
Faltando pouco mais de dois meses para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que as urnas eletrônicas, utilizadas há 30 anos no país, são submetidas a cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria que envolvem órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação da Corte, Júlio Valente, o sistema brasileiro está entre os mais auditáveis do mundo e não registra casos comprovados de fraude. "Acima de qualquer argumento técnico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas." Uma das principais etapas de fiscalização é o Teste Público de Segurança (TPS), realizado sempre em anos sem eleições. O procedimento permite que qualquer brasileiro com mais de 18 anos apresente propostas de ataques aos sistemas eleitorais para tentar identificar vulnerabilidades. Segundo Valente, não é necessário ser especialista em tecnologia para participar. Embora profissionais da área e pesquisadores sejam maioria entre os participantes, qualquer cidadão pode submeter planos de teste. "O teste público democratiza a possibilidade de validar a segurança do processo eleitoral", afirmou. Caso alguma fragilidade seja identificada, a equipe técnica do TSE implementa as correções. Depois disso, os próprios investigadores são convidados a retornar ao tribunal para verificar se os problemas apontados foram solucionados antes do ano eleitoral. Desde sua criação, o TPS já foi realizado oito vezes e recebeu contribuições que resultaram em melhorias nos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral. Para o secretário, o processo faz com que a segurança das eleições deixe de ser uma responsabilidade exclusiva do tribunal e passe a contar também com a colaboração da sociedade. Universidades e órgãos públicos Ao longo dos anos, os testes contaram com a participação de pesquisadores de universidades, especialistas em tecnologia e representantes de instituições públicas. Entre os participantes das últimas edições, Valente citou equipes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, de universidades do Rio Grande do Sul e da Polícia Federal.

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