Torcida brasileira sofre em jogo contra o Japão, mas exalta vitória

Joao Pedro • 30 de junho de 2026

O gol do Japão, ainda no primeiro tempo, mudou o clima de festa entre os torcedores brasileiros. Quem esperava um jogo tranquilo, viu a Seleção sair atrás no placar e precisar se reerguer: com gols de Casemiro, logo após a volta do intervalo, e de Gabriel Martinelli, já nos acréscimos do segundo tempo.

Para a torcida, o resultado apertado serve de aprendizado, e a expectativa é de evolução para os próximos jogos. Essa é a opinião de Thalles Prado:

"Foi um jogo sofrido, mas isso é bom para o time, que vai deixando o time mais cascudo. Só que tem que melhorar muito. Tivemos muitos erros de passes, o meio campo ali podia ter jogado melhor. Então, assim, tem que ajeitar muita coisa para não ter muita emoção.”

O gol da virada, já nos minutos finais, transformou a sala da casa do Guilherme Wagner, torcedor de Brasília:

“Um gol no último minuto, tá doido, minha mulher gritou, foi uma galera doida aqui em casa, foi maravilhoso ver isso. Eu acho que a única coisa que une as famílias é a Copa do Mundo. Inclusive, os amigos também, os amigos mais próximos, íntimos, também são considerados família, então eu acho que isso é fundamental.”


Para a Bárbara e a Andressa, o receio de uma eliminação precoce deu lugar ao alívio com o apito final:

“Nos últimos momentos, eu já não estava mais acreditando, mas, graças a Deus, deu tudo certo e conseguiu virar. Muito sofrido, nossa, acho que eu comi todas as unhas.”
“Eu entrei com muita expectativa no início do jogo. Não entendo nada de futebol, mas a galera fala: ‘ah, Japão, vai ser fácil’, não sei o que. Enfim, depois o jogo foi ficando mais tenso, eu fiquei meio descrente, mas, enfim, virou, e é isso, vamos para a próxima. Estou feliz com o resultado.”

Com a vitória, o Brasil segue invicto na Copa do Mundo de 2026 e avança às oitavas de final, aguardando o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que jogam nesta terça-feira (30). A Seleção Brasileira entra em campo no próximo domingo (5), em Nova Jersey, em busca de uma vaga nas quartas de final.


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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