Saiba como irá funcionar comércio de Volta Redonda após convenção

Douglas baltazar • 2 de novembro de 2025

Supermercados são exceção e terão expediente ampliado; sindicato orienta sobre abertura em feriados como Finados, 15 e 20 de novembro


 O Sindicato do Comércio Varejista de Bens, Serviços e Turismo de Volta Redonda (Sicomércio-VR) informou que o horário sugerido de funcionamento do comércio da cidade não sofreu alterações com a nova Convenção Coletiva. As lojas de rua continuam operando de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, e aos sábados, das 8h30 às 12h30.

A única mudança diz respeito aos supermercados, que agora podem funcionar de segunda a sábado, das 7h às 21h, e aos domingos e feriados, das 8h às 18h.

De acordo com o Sicomércio-VR, as lojas também podem abrir aos domingos e feriados, desde que seja feita a retirada do Termo de Abertura junto ao sindicato, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho. O comércio não funciona apenas nos feriados de Natal (25 de dezembro) e Ano Novo (1º de janeiro). Nos demais feriados, a abertura é permitida, respeitando as regras estabelecidas na convenção, disponível no site sicomerciovr.com.br.

O presidente do Sicomércio-VR, Levi de Freitas, destacou a importância do cumprimento da jornada de 44 horas semanais e do diálogo constante entre empresários, colaboradores e sindicatos. Segundo ele, esse alinhamento é essencial para o fortalecimento do comércio local e o desenvolvimento econômico de Volta Redonda.

“A Convenção Coletiva sugere os horários para que haja uma harmonia no funcionamento, mas a empresa tem flexibilização de escolher se abre um pouco mais cedo ou se fecha mais tarde, sempre lembrando que a carga horária semanal precisa chegar a 44 horas, respeitando o horário das refeições”, explicou Levi.

Para o feriado de Finados, neste domingo (2), o comércio poderá funcionar normalmente, desde que o Termo de Abertura seja retirado junto ao Sicomércio, no bairro Aterrado. A mesma regra vale para os próximos feriados: 15 de novembro (Proclamação da República) e 20 de novembro (Dia da Consciência Negra).

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (24) 3347-1330.


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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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