Revi-VER: Mutirão em Volta Redonda promove mais de 1,2 mil atendimentos oftalmológicos

Douglas baltazar • 9 de dezembro de 2025

Projeto acontece nesta semana com cirurgias de catarata e pterígio, YAG Laser, além de consultas pré e pós-operatórias

A Prefeitura de Volta Redonda, pelo projeto Revi-VER – implantado em julho de 2021 para ampliar a oferta de cirurgias de catarata pelo SUS (Sistema Único de Saúde) –, fará 1.220 atendimentos oftalmológicos nesta semana, na Ilha São João. Os procedimentos começaram nessa segunda-feira, dia 8, com 40 cirurgias de catarata. Até quinta-feira, dia 11, serão realizadas 340 operações do tipo no centro oftalmológico móvel do projeto.

A etapa de dezembro do mutirão ainda prevê 60 cirurgias de pterígio, metade na terça-feira, dia 9, e a outra parte na quarta-feira, dia 10; 200 procedimentos YAG Laser para limpeza de lente, divididos entre quarta-feira e quinta, dia 11; 460 consultas pré-cirúrgicas entre quarta e quinta-feira; e ainda 160 consultas de retorno após 30 dias da operação, na quinta-feira. Todos os atendimentos foram agendados previamente.

*Exames na Policlínica da Cidadania*

Ainda nesta semana, o Instituto de Olhos Parolin (empresa contratada pela prefeitura para executar o programa Revi-VER e coordenar o serviço oftalmológico no município) vai ofertar, também entre esta terça-feira e quinta, 128 exames de OCT (Tomografia de Coerência Óptica), que permite avaliar as estruturas oculares e diagnosticar diversos tipos de doença.

Os procedimentos na Policlínica da Cidadania, no Estádio Raulino de Oliveira (Estádio da Cidadania), no bairro Jardim Paraíba – onde funciona o Centro Oftalmológico de Volta Redonda –, também são realizados com agendamento prévio.

Como aderir ao Revi-VER

Os moradores de Volta Redonda diagnosticados com catarata podem se inscrever no programa Revi-VER. Para isso, é necessário comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Saúde da Família (UBSF) mais próxima da residência e apresentar o cartão SUS, CPF, documento com foto, comprovante de residência e encaminhamento para a cirurgia, que pode ser emitido tanto pela rede pública quanto pela rede privada de saúde.

Fotos de divulgação/SMS.
Secom/PMVR


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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