Resende sedia maior evento gratuito de karatê do Brasil neste sábado

Douglas baltazar • 9 de outubro de 2025

Mais de 500 atletas de 10 estados brasileiros e cinco países participam do 8º Resende Open Internacional


Resende será a capital do karatê neste sábado (11), com a realização do 8º Resende Open Internacional de Karatê Unificado, no ginásio poliesportivo do Colégio Salesiano. O evento, considerado o maior torneio gratuito da modalidade realizado em um único dia no Brasil, reunirá 530 atletas de 10 estados e cinco países da América do Sul — Brasil, Chile, Equador, Paraguai e Argentina.

O torneio é uma realização da Prefeitura de Resende em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL), com organização da Federação Interestilos de Karatê do Rio de Janeiro (FIKARJ), que está à frente do evento pelo quarto ano consecutivo.

Entre os estados brasileiros confirmados estão Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Apenas no Rio de Janeiro, mais de 20 municípios estarão representados, incluindo Itatiaia, Porto Real, Quatis, Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, Piraí, Barra do Piraí, Valença, Rio das Flores, Vassouras, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Duque de Caxias, Xerém, Magé, Cabo Frio, Niterói, Araruama e Macaé.

No total, 34 associações, escolas e academias participarão das disputas, que somam 160 categorias. Os atletas competirão nas modalidades Kata e Kumite, além de categorias especiais como Kata para Pessoas com Deficiência (PCD), formas livres com armas, tameshiwari (quebramento) e dupla de defesa pessoal. Também haverá as categorias absolutas de Kata e Kumite, com um atleta por associação, e as disputas “The Best of the Best”, que reúnem campeões faixas-pretas em busca do cinturão e de uma premiação em dinheiro oferecida pela Federação.

A premiação do evento contemplará os cinco primeiros colocados no ranking geral, além do 1º ao 3º lugar entre as associações filiadas à FIKARJ, o 1º ao 3º lugar geral por estado e o 1º ao 4º lugar por países.


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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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