Prefeitura de Volta Redonda fortalece rede de atendimento social com visita ao projeto ‘Eu Pratico Esperança’

Douglas baltazar • 27 de maio de 2026

Subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez, conheceu ações desenvolvidas pela instituição e destacou a importância da integração entre poder público e sociedade civil

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), realizou na manhã desta terça-feira, 26, uma visita institucional ao projeto social “Eu Pratico Esperança”, no bairro Retiro. A subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez, esteve no local acompanhada de representantes da rede socioassistencial e da Saúde do município, para conhecer de perto os serviços oferecidos pela instituição.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração entre o poder público e instituições da sociedade civil que atuam diretamente no acolhimento e atendimento da população, ampliando o diálogo e as possibilidades de ações conjuntas.

Durante a visita, Larissa participou das atividades do grupo da melhor idade e conheceu os projetos desenvolvidos pelo “Eu Pratico Esperança”, que atua há mais de 20 anos no município.

“Hoje, a gente veio fazer uma visita ao projeto ‘Eu Pratico Esperança’, que realiza um importante trabalho como instituição da sociedade civil, além de possuir um grupo ativo de idosos em funcionamento. A ideia é fortalecer os laços enquanto rede e reforçar a importância desse trabalho intersetorial”, afirmou Larissa.

A subsecretária ressaltou, ainda, que a determinação do governo municipal é ampliar o diálogo e a atuação conjunta com instituições sociais da cidade. “Esse é um pedido do prefeito: que a gente caminhe lado a lado com as instituições, porque muitas vezes elas alcançam lugares onde o poder público não consegue chegar sozinho. Precisamos compreender essa importância e fortalecer cada vez mais essas parcerias em benefício da população”, completou.

A diretora do projeto, a assistente social Naira Tenório Carneiro, afirmou que a parceria representa um avanço importante para ampliar os atendimentos oferecidos à população. “Essa parceria vai ser para integrar isso mesmo, sabe? Caminhar junto, realizar ações em conjunto e ampliar o acesso das pessoas aos atendimentos. Era muito importante a rede conhecer o nosso trabalho”, destacou.


Projeto

O “Eu Pratico Esperança” atende moradores de diversos bairros de Volta Redonda e se tornou referência em ações voluntárias de acolhimento, cuidado e fortalecimento de vínculos sociais no município.

Atualmente, o espaço conta com cerca de 58 profissionais voluntários e oferece atendimentos gratuitos em áreas como clínica geral, pediatria, psicologia, psiquiatria, nutrição, orientação jurídica e psicopedagogia.

Além dos atendimentos, o projeto desenvolve ações voltadas para diferentes públicos, como reforço escolar para crianças da rede pública, grupos terapêuticos, atividades de estimulação cognitiva para idosos, aulas de jiu-jitsu infantil e exames de vista gratuitos, incluindo a doação de óculos para crianças em situação de vulnerabilidade social. A instituição também promove iniciativas de acolhimento, fortalecimento de vínculos e orientação para famílias atendidas pelo projeto.

Fotos Clara Preta – Smas.
Secom/PMVR


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Por Joao Pedro 24 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula. “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

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