Prefeitura de Volta Redonda é selecionada para sediar Festival Paralímpico Loterias Caixa 2026

Douglas baltazar • 23 de abril de 2026

Evento para crianças e jovens, dos 7 aos 17 anos, com ou sem deficiência, será no dia 19 de setembro; no município, as atividades acontecem na Arena Esportiva do bairro Voldac

Volta Redonda foi selecionada como uma das cidades-sede do Festival Paralímpico Loterias Caixa, edição 2026. O município está na lista dos escolhidos pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) pela quinta vez – 2021, 2022, 2023, 2024 e, agora, 2026. O festival, que será realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) – sob a chancela do CPB –, está marcado para 19 de setembro. No mesmo mês em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e o Dia do Atleta Paralímpico (22).

“Este é o quinto ano que vamos sediar o Festival Paralímpico. O evento já é uma tradição em Volta Redonda, conhecida nacionalmente por promover grandes competições esportivas. E mais uma vez estaremos com a cidade preparada para a ação, que promove a experimentação esportiva, de forma lúdica, a crianças com e sem deficiência, promovendo também a inclusão”, destacou a secretária municipal de Esporte e Lazer, Rose Vilela, lembrando que as atividades no município acontecem na Arena Esportiva Nicolau Yabrudi (Seu Nula), no bairro Voldac.

Todas as 27 unidades federativas do Brasil (26 estados e o Distrito Federal) receberão o festival em 2026. Serão 148 municípios brasileiros, promovendo essa vivência esportiva para crianças e jovens, de 7 aos 17 anos, com e sem deficiência. Em Volta Redonda, o Festival Paralímpico conta com a prática das modalidades Atletismo, Parabadminton, Vôlei Sentado e Parataekwondo (esporte que estreou nas Paralimpíadas de Tóquio, em 2021).

História do festival

O Festival Paralímpico Loterias Caixa foi realizado pela primeira vez em 2018, com 48 locais e participação de mais de 7 mil crianças. Em 2019, o evento teve 70 sedes e recebeu mais de 10 mil inscritos. No ano seguinte, a ação foi cancelada devido à pandemia de Covid-19 e retornou em 2021, com 8 mil participantes em 70 núcleos. Em 2022, foram atendidas 15 mil crianças.

Já em 2023, o Festival Paralímpico passou a ter duas edições anuais. Em maio, o evento contou com 21 mil participantes, assim como em setembro, somando um total de 42 mil inscrições acumuladas. Em 2024, o Festival Paralímpico contou com a presença de um número recorde de inscritos, mais de 44 mil crianças em duas edições do evento, que contou com um total de 120 núcleos. E no ano passado, 2025, o festival chegou a décima edição, com 105 localidades sede e mais de 54 mil inscritos.

Fotos de arquivo – Cris Oliveira.
Secom/PMVR


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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