Ótica da Cidadania de Volta Redonda produz mais 6 mil pares de óculos em 2025

Douglas baltazar • 30 de dezembro de 2025

Serviço gratuito beneficia estudantes, idosos e pessoas com deficiência, proporcionando melhor qualidade de vida e autonomia à população

A Ótica Municipal Padre Ernesto Lamim, conhecida como Ótica da Cidadania, encerrou o ano de 2025 com 5.309 atendimentos realizados, uma média mensal de 443, consolidando-se como um serviço essencial para a população de Volta Redonda. Os atendimentos beneficiaram estudantes da rede pública municipal, idosos aposentados acima de 60 anos que recebem até dois salários-mínimos e pessoas com deficiência (PCDs).

Mais do que números, cada atendimento e cada par de óculos entregue representam uma mudança real na vida das pessoas. Estudantes conseguem enxergar melhor em sala de aula, idosos ganham mais autonomia para atividades cotidianas, e pessoas com deficiência conquistam maior independência, refletindo diretamente na qualidade de vida e no bem-estar dos cidadãos.

Em relação aos reparos realizados, a unidade somou 159 consertos ao longo do ano.

A produção de óculos também foi expressiva: em 2025, foram 6.741 pares confeccionados, o que corresponde à média mensal de 614 e média diária de 29 unidades entregues gratuitamente para a população.

O administrador do Estádio Raulino de Oliveira e da Policlínica da Cidadania, Milton Alves Faria, ressaltou o impacto social do serviço.

“Cada óculos entregue e cada atendimento realizado significa mais dignidade, inclusão e qualidade de vida para nossos moradores. O serviço vai muito além da saúde ocular: transforma o cotidiano das pessoas e promove bem-estar”, afirmou o administrador.

O prefeito Antonio Francisco Neto também destacou a importância da iniciativa. “A Ótica da Cidadania é um serviço que realmente muda vidas. Assim como ampliamos o acesso às cirurgias de catarata pelo Revi-VER, garantimos que quem não pode pagar por óculos tenha acesso ao benefício gratuitamente. É uma política pública que promove dignidade, inclusão e melhora a qualidade de estudo, trabalho e vida da população”, disse o prefeito.

Para ter acesso aos serviços, os interessados devem apresentar receita médica de oftalmologista, cartão SUS e comprovante de residência. Estudantes da rede pública devem apresentar também declaração escolar; aposentados, comprovante de renda; e pessoas com deficiência, laudo que comprove a condição.

A Ótica da Cidadania funciona de segunda a sexta-feira e segue como referência no município, levando saúde visual, autonomia e melhor qualidade de vida a milhares de pessoas todos os anos.

Fotos de arquivo – Secom/PMVR.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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