Obras em Barra do Piraí buscam solucionar problema de inundações na rodoviária

Douglas baltazar • 13 de novembro de 2025

Intervenção no Terminal Rodoviário deve ser concluída até 19 de novembro, com liberação parcial do trânsito já no sábado (15)


Barra do Piraí – Com a chegada do período de chuvas, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos iniciou, nesta terça-feira (11), as obras de implantação de uma nova rede de drenagem no entorno do Terminal Rodoviário. O objetivo é evitar alagamentos e transtornos que historicamente afetam o local nesta época do ano.

O secretário de Serviços Públicos, Roger Machado, destacou a importância da intervenção.

“Essa obra tem um caráter tanto corretivo quanto preventivo. Sabemos dos transtornos causados durante o serviço, mas garanto que valerá a pena. Estamos garantindo a segurança da população, a durabilidade da rodoviária e o bom fluxo do trânsito no município”, afirmou.

Para execução dos serviços e segurança dos pedestres, foi necessário o isolamento do terminal e o fechamento temporário da passagem de nível que liga a rodoviária à Rua Aureliano Garcia (Rua da Estação). A previsão é de que a obra seja concluída até quarta-feira, 19 de novembro, com liberação parcial do trânsito já no sábado (15).

O local conta com sinalização reforçada e apoio da Guarda Municipal para orientar motoristas e pedestres. O secretário de Segurança, Mobilidade Urbana e Ordem Pública, Rômulo Massacesi, ressaltou a importância do trabalho.

“O serviço está sendo realizado no momento certo. Logo o verão chega, as chuvas fortes virão, mas elas não irão mais inundar nosso terminal rodoviário”, afirmou.

A intervenção atende a uma demanda antiga da população, aguardada há mais de uma década. A prefeita Kátia Miki destacou o compromisso da atual gestão com o bem-estar dos moradores.

“Depois de mais de dez anos de espera, estamos realizando uma obra muito importante, no coração da cidade. Essa drenagem vai acabar com os alagamentos, trazendo mais conforto e segurança para todos, especialmente para os trabalhadores que utilizam o terminal diariamente. É mais uma ação que reafirma o nosso compromisso com o barrense”, concluiu.



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Por Joao Pedro 21 de agosto de 2026
As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1). As sanções previstas às empresas que descumprissem a norma passariam a vigorar este mês, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação de multas outras sanções. A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto. A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais. Esta semana, por unanimidade, o Plenário do STF referendou a decisão do ministro André Mendonça que suspendeu a aplicação de multas e outras sanções ligadas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho. Saúde mental Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior. Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos. Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho. Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho. “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

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