Mutirão do INSS será retomado em breve, garante presidente do órgão

Douglas baltazar • 19 de outubro de 2025

Instituto espera suplementação no orçamento para bônus de servidores

O presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, afirmou, nesta sexta-feira (17), que o mutirão para diminuição das filas de espera para concessão de benefícios do instituto será retomado em breve e que não há risco de paralisação dos serviços do órgão.

“A gente precisou parar essa semana por responsabilidade fiscal, para não gastar além do devido, e a gente já vem em negociação, e demonstrando a sensibilidade do assunto, pra poder conseguir mais recursos e voltar a fazer os mutirões do mesmo padrão. O INSS não tem risco nenhum de parar. Na verdade, é o bônus para o pagamento excepcional”.

Na última quarta-feira, o INSS anunciou a suspensão do Programa de Gerenciamento de Benefícios, por causa de indisponibilidade orçamentária. O programa concede incentivos financeiros aos servidores do órgão para ampliar o número de atendimentos.

A expectativa é que o governo libere recursos adicionais para o INSS nas próximas semanas. O órgão espera a suplementação de quase R$ 90 milhões do orçamento do Ministério da Previdência para retomar o bônus aos servidores.

Gilberto Waller Junior afirma que o órgão está analisando outras possibilidades para ampliar o atendimento, como a reposição dos dias parados durante a greve dos servidores.

“Tem outras formas pra gente fazer também esses mutirões. A gente tem um período, com os servidores, para reposição de greve, a gente tem também a questão de servidores que estão deslocados. Então, nosso segurado não precisa ficar preocupado com a questão do bônus. É uma questão mais interna e uma questão que a gente tá discutindo pra na próxima semana, ou na outra, a gente resolver e dar o tratamento adequado”.

Com a suspensão do bônus, agendamentos marcados fora da jornada de trabalho serão remanejados para horários normais de atendimento.


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Por Joao Pedro 19 de agosto de 2026
A Justiça do Trabalho decidiu suspender as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (18). A decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas. Na semana passada, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas. Ao determinar a suspensão das demissões, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas. "A medida não impede a requerida de, concluída efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se foro caso, promover dispensas. O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação", decidiu a magistrada. Conforme a liminar, a empresa terá prazo de cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. Em 48 horas, o plano de saúde e os benefícios assistenciais também deverão ser restabelecidos. 

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