Morre maestro Nicolau, referência da música e da formação cultural em Volta Redonda

Douglas baltazar • 27 de dezembro de 2025

O sepultamento será hoje as 16h

The body content of your post goes here. To edit this text, click on it and delete this Volta Redonda – Morreu na madrugada deste sábado (27), aos 83 anos, o maestro Nicolau Oliveira, um dos mais importantes nomes da história cultural de Volta Redonda. Regente, educador e formador de gerações, Nicolau construiu um legado duradouro na música, na educação e na identidade cultural do município.

O velório ocorre na capela 04 do Cemitério Portal da Saudade, em Volta Redonda. O sepultamento está marcado para as 16h deste sábado, no mesmo local.

Responsável pela criação da Fanfarra da Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), da Banda Marcial da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre), da Orquestra de Cordas de Volta Redonda e do projeto “Volta Redonda, Cidade da Música”, Nicolau também esteve à frente de outros quatro projetos musicais que fortaleceram a formação cultural no município.

Trajetória marcada pela música e pela educação

Nascido em março de 1942, em Santa Catarina, Nicolau teve os primeiros contatos com a música ainda na infância, cantando no coro e tocando trompete na banda da igreja Assembleia de Deus. Em 1958, mudou-se para Volta Redonda após ser um dos cinco aprovados entre 50 candidatos para estudar na ETPC.

Paralelamente ao trabalho na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), conheceu o professor e maestro Franklin de Carvalho Jr., figura decisiva em sua formação musical. Sob sua orientação, aprofundou conhecimentos em teoria musical, prática de banda, orquestra, coro e pedagogia musical. Pouco tempo depois, Nicolau assumiria o posto do próprio Franklin como professor na ETPC.

Na escola, criou a Fanfarra da ETPC, que já em 1965 conquistava seu primeiro título. Sua formação acadêmica incluiu graduação em fagote pela Escola Nacional de Música da UFRJ, estudos com o maestro italiano Bruno Gianessi e cinco anos de aprendizado com Isaac Karabtchewsky, um dos mais respeitados regentes do país. Nicolau também participou de cursos no Brasil e nos Estados Unidos e realizou estágio como regente da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Um legado que transformou a cultura local

Em 1974, a convite da Fevre, Nicolau iniciou uma das fases mais emblemáticas da cultura de Volta Redonda. Reativou a Banda Marcial, que estreou no Desfile de 7 de Setembro daquele ano, e deu origem à consagrada Banda de Metais, vencedora de cinco títulos nacionais consecutivos no concurso da Rádio e TV Record, além de três Campeonatos Gerais.

As conquistas garantiram à banda a posse definitiva do Troféu Dr. Paulo Machado de Carvalho, atualmente exposto na sede do projeto “Volta Redonda, Cidade da Música”, na Vila Mury. Ao longo dos anos, o grupo evoluiu para Banda de Concerto, ampliou sua atuação para diversas cidades brasileiras e fortaleceu seu caráter pedagógico com iniciativas como a Banda Mini, criada em 1981, que abriu as portas da música para centenas de crianças.

Com uma trajetória marcada pela dedicação, excelência e compromisso com a formação humana, o maestro Nicolau deixa um legado que seguirá ecoando na vida cultural de Volta Redonda por muitas gerações.

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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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