Inscrições abertas para workshop sobre revisão do Plano Diretor Participativo de Volta Redonda

Douglas baltazar • 23 de abril de 2026

Evento da prefeitura, voltado para toda a população, acontece no sábado (25), no campus Aterrado da UFF


A Prefeitura de Volta Redonda, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPU), promove no sábado, dia 25, um workshop sobre o Plano Diretor Participativo do munício. O evento, que terá como foco a fase de prognóstico da revisão do documento, será na UFF (Universidade Federal Fluminense), campus Aterrado, das 8h às 17h. Toda a população está convidada a participar e os interessados devem se inscrever pelo link https://www2.voltaredonda.rj.gov.br/ippu/.

A fase de prognóstico da revisão do Plano Diretor Participativo iniciou no dia 25 de março, com reunião com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU); e seguiu com encontros com representantes dos setores Empresarial, Acadêmico/Científico e Conselhos de Classe; com movimentos sociais, ONGs e sindicatos de trabalhadores; além de membros do Poder Legislativo, durante o mês de abril.

O objetivo era debater os Eixos Estratégicos do prognóstico da Revisão do Plano Diretor Participativo – “Saneamento, Resiliência, Meio Ambiente e Patrimônio Natural”; “Economia, Planejamento Estratégico e Modelagem da Cidade”; e “Uso e Ocupação do Solo, Mobilidade e Habitação”, que também serão abordados no workshop.

Diagnóstico encerrado

As discussões de prognóstico da revisão do Plano Diretor Participativo de Volta Redonda começaram após a consolidação da fase de diagnóstico, que analisa a atual situação na cidade. Agora, o objetivo é definir regras para atender às demandas de qualidade de vida, do desenvolvimento urbano e econômico, a ocupação territorial e uso do solo no município, entre outros assuntos.

O Plano Diretor de uma cidade é a lei municipal que funciona como um instrumento de planejamento urbano para guiar o crescimento e desenvolvimento, incluindo o uso do solo, habitação, mobilidade e meio ambiente. O documento estabelece diretrizes, políticas e estratégias para organizar o espaço urbano e garantir a melhoria da qualidade de vida, tendo como base a participação da sociedade.

Fotos de Divulgação – Secom/PMVR.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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