CSN testa manta de coco contra poeira nas vias da usina

Douglas baltazar • 3 de setembro de 2025

Uso de nova tecnologia pode reduzir emissões e economizar até 85% no consumo de água


A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) iniciou testes de uma tecnologia sustentável para controlar a poeira nas vias internas da Usina Presidente Vargas (UPV). A solução utiliza uma manta biodegradável feita de fibras de coco, tratada com nanotecnologia, que, quando umedecida, mantém a umidade do solo por até quatro dias, evitando que partículas sejam suspensas no ar.

O projeto-piloto está em andamento na Rua L-17, dentro da usina, onde a companhia avalia o desempenho do método em condições reais de operação. Segundo a CSN, a manta pode reduzir em até 75% as emissões de poeira, além de gerar uma economia de até 85% no consumo de água normalmente utilizada na umectação das vias. Outro efeito esperado é a maior durabilidade do pavimento, com menos necessidade de manutenção. A tecnologia, afirma a empresa, é natural, não inflamável, anticorrosiva e de aplicação simples.


A experiência com a manta de coco soma-se a um conjunto de medidas que a CSN vem implementando nos últimos anos para reduzir as emissões e melhorar a qualidade do ar em Volta Redonda. Desde fevereiro de 2024, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a empresa passou a monitorar as partículas sedimentáveis – conhecidas como “pó preto” – em oito bairros da cidade, utilizando padrões internacionais e laboratórios acreditados pelo Inmetro.

No campo dos investimentos, a siderúrgica tem direcionado recursos para a modernização de diferentes áreas da Usina Presidente Vargas. Em junho deste ano, foi concluída a instalação de novos filtros na Sinterização 2. Dois meses depois, em agosto, entrou em operação outro conjunto de filtros na Sinterização 4. A companhia também já tem previsto para 2026 os novos filtros da Sinterização 3, concluindo todos os conjuntos de novos filtros em todas as sinterizações. Paralelamente, aposta no uso de inteligência artificial para reduzir emissões na Aciaria, na aplicação de polímeros para conter a dispersão de poeira nas pilhas de matérias-primas e na instalação de canhões de névoa em pontos estratégicos do pátio da usina.


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Por Joao Pedro 19 de agosto de 2026
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