Campanha de vacinação infantil tem apoio de médicos ligados ao MEP-VR

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Médicos e médicas ligados ao Movimento Ética na Política de Volta Redonda (MEP-VR) manifestaram apoio à campanha de vacinação infantil iniciada na região, diante da queda na procura pelas imunizações. Ao tomarem conhecimento da iniciativa, os profissionais elogiaram a proposta, que conta com o apoio da Diocese de Barra do Piraí–Volta Redonda, por meio do bispo diocesano Dom Luiz Henrique.
A campanha teve início após encontro com o bispo, quando foi apresentado o Projeto da Frente Parlamentar da Vacina pela pesquisadora Raquel Costa, representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa foi apresentada à comunidade no último domingo (11), após a missa dominical, na Paróquia Santo Antônio, reforçando a importância da imunização continuada como estratégia fundamental de cuidado com a vida e a saúde coletiva.
Urgência do tema
A médica e psicanalista Natália Lambert, ex-aluna do MEP-VR, destacou o retrocesso vivido pelo país na área da vacinação. “Somos frutos de uma geração que teve acesso às vacinas e a tudo o que foi necessário durante nossa infância, o que permitiu a erradicação de doenças que antes matavam ou deixavam sequelas graves”, afirmou. Para ela, a queda na cobertura vacinal está diretamente ligada à polarização política, à desinformação e à descrença em uma ciência comprovada. “Esse retrocesso mostra o quanto o tema é urgente e precisa ser trazido à luz”, ressaltou.
A médica infectologista pediatra Maria Cristina do Espírito Santo, graduada pela UniFOA, com graduação em Medicina pela Escola de Ciências Médicas de Volta Redonda (1981) e formação em Parasitologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), avaliou que a baixa adesão à vacinação não pode ser tratada como algo pontual. Atualmente, ela atua como médica pesquisadora do LIM-06, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP.
Segundo a médica, é fundamental investir em um trabalho permanente de conscientização junto às comunidades. “Precisamos conscientizar as bases da comunidade. Trata-se de um processo de mudança importante, porque a pandemia, associada à politização do tema, trouxe uma percepção negativa sobre as vacinas”, afirmou. Ela lembrou ainda que o Brasil sempre foi referência mundial em imunização. “Éramos um país com uma cultura de vacinação tranquila e consolidada. Hoje, infelizmente, precisamos retomar esse trabalho de convencimento e diálogo com a população.”
A médica Júlia Lima, graduada pela UniFOA, colaboradora do Movimento, ressaltou o papel das iniciativas comunitárias no enfrentamento da desinformação. “Iniciativas que aproximam a vacinação da comunidade, especialmente em espaços de confiança como paróquias, ajudam muito a combater a hesitação vacinal. A queda na cobertura infantil é um problema real e preocupante”, destacou.
O médico João Pedro Fernandes, recém-graduado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e também ex-aluno do MEP-VR, reforçou a importância da imunização. “Acho de extrema importância. As vacinas já salvaram e ainda vão salvar muitas vidas. É uma ferramenta de extrema importância na prevenção de doenças que podem ser até fatais”, declarou.


