20 de novembro celebra resistência negra e pede acesso a direitos

Douglas baltazar • 20 de novembro de 2025

Dia da Consciência Negra é feriado nacional desde 2023

20 de novembro foi escolhido para ser o Dia da Consciência Negra por causa do maior símbolo da luta negra do Brasil: Zumbi dos Palmares. Foi nesse dia, no ano de 1695, que Zumbi foi morto por bandeirantes.

Ele foi o último líder do Quilombo dos Palmares, que ficava na Serra da Barriga, em Alagoas. E organizou estratégias de defesa, alianças e resistência contra os ataques coloniais durante anos. Nesse período, recusou acordos com os portugueses e sempre defendeu a liberdade dos negros.

A coordenadora do Movimento Negro Unificado, Simone Nascimento, enaltece a memória de Zumbi neste dia.

"Um momento que a gente se lembra de Zumbi dos Palmares, um dos grandes heróis nacionais do Brasil, que liderou Quilombo dos Palmares, que sobreviveu por mais de um século na Serra da Barriga, contra o regime escravagista, até que nós conseguimos construir a Lei Áurea no Brasil'".

Para Simone, apesar do fim da escravidão séculos atrás, o país ainda convive com o racismo estrutural, herança daquele período. Por isso, o Brasil precisa de ações para dar ampliar o acesso dessa população a direitos básicos, como educação, saúde e emprego.

"E é por isso que a gente luta todo dia 20 de novembro pela igualdade racial. Hoje, um dos grandes temas no nosso país é o fim do genocídio das chacinas da população negra. Então, nós tomamos as ruas, em mobilizações em todo o Brasil, lembrando 20 de novembro mais do que um dia de feriado, um dia de lembrar da consciência negra e construir a justiça racial no Brasil".

A lei que tornou 20 de novembro o Dia da Consciência Negra foi assinada em 2011. Doze anos depois, em 2023, a data se tornou feriado.


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Por Joao Pedro 13 de julho de 2026
Após 15 anos de organização, resistência e mobilização comunitária, a Ocupação 9 de Novembro realizou, neste domingo (12), o Arraiá da Resistência, celebrando uma das maiores conquistas de sua história: a construção de 56 unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O encontro reuniu moradores, lideranças populares, representantes de instituições e movimentos sociais em um ambiente de confraternização, cultura popular e reafirmação do direito à moradia digna. A festa foi marcada por apresentações culturais, momentos de integração entre as famílias e reflexões sobre a importância das políticas públicas habitacionais construídas com participação popular. Para os moradores, o Arraiá simbolizou muito mais que uma celebração junina: representou a vitória da perseverança diante de anos de incertezas e dificuldades. A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Maria de Lourdes da Fonseca (Ludinha), destacou que a conquista é fruto da organização coletiva das famílias e da persistência do movimento. Ela ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades demonstra que a participação popular é fundamental para garantir moradias de qualidade e fortalecer a cidadania. Ludinha também recordou o apoio recebido ao longo da caminhada, destacando a atuação do Procurador da República Júlio Araújo, que, ainda como juiz federal, acompanhou momentos importantes desse processo. Representando Petrópolis, a vereadora Júlia Casamasso (PSOL) participou da atividade para conhecer a experiência da Ocupação 9 de Novembro. Segundo ela, seu município enfrenta um déficit habitacional superior a 70 mil pessoas, muitas vivendo em áreas de risco e vulneráveis aos frequentes desastres socioambientais. A parlamentar afirmou que iniciativas como a desenvolvida em Volta Redonda servem de referência para fortalecer a luta por políticas públicas de habitação construídas com participação popular e planejamento urbano.

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